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De farda Policial Militar pede o namorado em casamento

De farda Policial Militar pede o namorado em casamento
(Foto: Divulgação)
Um grupo jogava bola na quadra enquanto Leandro Prior aguardava ansioso. Pegava o celular, mandava um áudio. Menos de 20 segundos depois, usava novamente o aparelho, dessa vez para uma ligação. “Vem andando, é mais rápido”. A espera era por Elton da Silva Luiz, 26 anos. Seu namorado encontrava-se na estação da Luz, no centro de São Paulo. A caminhada até o Largo Coração de Jesus, em meio ao fluxo da Cracolândia, dura 10 minutos. Uma eternidade para a ansiedade do policial militar.



Aquela situação não era a idealizada pelo soldado Prior. Durante a semana, ele protocolou um pedido na Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo para pedir o namorado em casamento durante a 23ª Parada LGBT+ de São Paulo usando a farda da corporação. A data para o noivado é a mesma planejada, domingo (23/6). O local, no entanto, não.

Houve a proibição por parte da PM, alegando que regras internas vetam que um policial use seu uniforme em qualquer tipo de manifestação, como classificam a Parada. Não foi o único empecilho: Prior entrou na escala de serviço, alterada de dias pares para os ímpares durante essa semana. Teve de comparecer à base no Largo. Então, em vez de o pedido acontecer na Avenida Paulista em meio aos pedidos por mais direitos à população LGBT+, ocorreu ao lado do trabalho do soldado.



Prior tremia. Entrou na base, pegou um café expresso da máquina doada pela empresa Porto Seguro à PM, e tentou acalmar os ânimos. Era tanto de nervoso pelo ato em si que estava – até que enfim – por vir quanto pela demora de Elton chegar. Não demorou tanto assim até ele aparecer com dois amigos, justamente na porta da Igreja Coração de Jesus, em frente à quadra poliesportiva da praça em que a PM ocupa na região.



O pedido de Prior modificou com a recusa – a da corporação, nenhuma vinda do namorado. Ele solicitou para que o ato em si acontecesse ali mesmo, onde trabalha, de forma rápida para não atrapalhar o expediente e seguir sua rotina. Recebeu dos superiores diretos outro não como resposta, justificado pois não haveria condições de segurança para tal. O policial não deu ouvidos para a argumentação. Para mais informações curta nossa fan page.

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